PLANO DE AÇÃO
Fim da escala 6x1: checklist e plano de ação do RH
O plano de ação do RH para o fim da escala 6x1 deve ser concluído até 15 de dezembro de 2026, data em que a escala 5x2 e o teto de 42 horas semanais passam a valer. Este checklist organiza o trabalho em quatro fases, com tarefas de levantamento, negociação, sistemas e comunicação, e lista os indicadores para acompanhar o resultado depois da mudança.
Os prazos que organizam o plano
A emenda foi promulgada em 16 de outubro de 2026. Em 15 de dezembro de 2026 começam a escala 5x2 e o teto de 42 horas; cerca de 12 meses depois, o teto passa a 40 horas. Os detalhes estão em quando começa o fim da escala 6x1 e como é a transição. Para entender o conjunto da mudança, comece pelo guia completo do fim da escala 6x1.
Cronograma até 15 de dezembro, em quatro fases
- Até 31 de outubro: levantamento. Liste jornadas, escalas, unidades, instrumentos coletivos e grupos especiais.
- Até 15 de novembro: decisões. Simule custos, defina cenários de divisor, abra a negociação com sindicatos e redesenhe as escalas.
- Até 30 de novembro: sistemas e contratos. Atualize folha, controle de jornada, cadastros e aditivos, e valide tudo com o jurídico.
- Até 15 de dezembro: comunicação e vigência. Publique as escalas, colha a ciência dos funcionários e faça a conferência final da competência de transição.
Checklist de levantamento: dados para reunir
- Quantidade de empregados por escala: 6x1, 5x2 com 44 horas, 12x36, 40 horas ou menos e regimes especiais.
- Jornada diária e semanal contratada de cada cargo.
- Instrumentos coletivos aplicáveis e cláusulas de jornada, folga, domingos e banco de horas.
- Contratos de terceirizados com a administração pública e datas de aditamento.
- Funcionários que se enquadram na regra de diploma superior e remuneração acima de R$ 21.188.
- Horas extras e banco de horas dos últimos 12 meses por unidade, para estimar o impacto.
Checklist jurídico e de negociação
- Confirmar com o jurídico o texto promulgado e os dispositivos que se aplicam a cada grupo.
- Identificar cláusulas coletivas que contrariem a emenda e que podem perder eficácia.
- Definir onde um regime compensatório por acordo coletivo é necessário e abrir a negociação com antecedência.
- Decidir o divisor do valor da hora e registrar a decisão e o fundamento.
- Acompanhar a regulamentação: lei complementar para MEIs e pequenas empresas, 12x36 e banco de horas.
As situações especiais estão em exceções ao fim da escala 6x1 e quem fica de fora.
Checklist de sistemas: folha, jornada e eSocial
Os ajustes de sistemas costumam levar mais tempo que o previsto. Comece pelos testes:
- Cadastrar novas jornadas e escalas com vigência em 15/12/2026.
- Parametrizar valor da hora, hora extra e descanso semanal remunerado, com os cenários de divisor.
- Atualizar o registro de jornada com a nova escala, os intervalos e a jornada diária de transição.
- Revisar a rotina de banco de horas e de compensação de domingos e feriados.
- Verificar com a contabilidade a atualização da jornada contratual nos eventos de alteração do eSocial.
- Simular a folha de dezembro de 2026, que mistura dias com jornada antiga e nova.
Os detalhes de cada ponto estão em fim da 6x1: impacto na folha, ponto e banco de horas.
Comunicação: como avisar a equipe e registrar a ciência
A mudança de escala altera a rotina de cada pessoa e precisa ser comunicada por escrito, com antecedência e com registro. Um bom roteiro inclui um comunicado geral, a escala individual, a explicação de como ficam folgas e domingos e a coleta de ciência.
Essa é a tarefa ideal para automatizar, porque é repetitiva, tem prazo e envolve todos os funcionários. No OpeRH Docs, o RH publica o comunicado e os termos de ciência em lote, o funcionário assina eletronicamente no portal ou no aplicativo, e o painel mostra quem leu e quem assinou, com data, hora, IP e hash do documento — horas de trabalho manual que voltam para a agenda do time. Conheça o sistema de holerite e documentos online e veja como automatizar rotinas do departamento pessoal.
Treinamento de gestores e plano de contingência
- Treine gestores sobre a nova escala, o limite de horas e as regras de domingos e feriados.
- Defina um canal único para dúvidas dos funcionários e dos gestores.
- Prepare respostas para as perguntas mais comuns: salário, folgas, hora extra e banco de horas.
- Tenha um plano para picos de demanda e ausências, para não depender de hora extra.
- Reúna as decisões em um documento versionado e acessível ao jurídico.
Indicadores para acompanhar depois da mudança
- Horas extras por unidade e por mês.
- Absenteísmo e rotatividade nos três primeiros meses.
- Custo por hora trabalhada e custo total de pessoal.
- Cobertura da operação por faixa horária.
- Pendências de ciência e de assinatura dos comunicados.
Para refazer as escalas com a conta de cobertura, veja como montar a escala 5x2. Mudanças de escala também entram na gestão de riscos ocupacionais: veja NR-1 e riscos psicossociais.
Perguntas frequentes
Quanto tempo o RH tem para se adaptar ao fim da escala 6x1?
Por onde o RH deve começar a se preparar?
Preciso colher a ciência dos funcionários sobre a nova escala?
Fontes e orientação
Conteúdo informativo. Valide os procedimentos aplicáveis à sua empresa com profissionais responsáveis.
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Continue lendo: Fim da escala 6x1: guia completo para o RH, Fim da escala 6x1: quando começa e como é a transição, Fim da 6x1: impacto na folha, ponto e banco de horas e Escala 5x2 após o fim da 6x1: como montar a escala. Todos os conteúdos para profissionais de RH.